Na Estrada (2013)

by Dance of Days

/
1.
2.
01:42
3.
4.
04:01

credits

released September 25, 2013

tags

license

all rights reserved

about

Dance of Days São Paulo, Brazil

Rock paulista na estrada desde 1997!

Nenê Altro – Vocal
Marcelo Verardi – Guitarra
Adriano Parussulo – Baixo
José Junior – Bateria


Para shows escreva: shows@danceofdays.com.br ou envie whatsapp para 11963650960

Imprensa: imprensa@danceofdays.com.br

Agenda: danceofdays.com.br
... more

contact / help

Contact Dance of Days

Streaming and
Download help

Track Name: Dance Rádio, Dance!
DANCE RÁDIO, DANCE!

Holden Caulfields do mundo uni-vos!
Gregor Samsas,
todos que levam consigo a chama!
Que não aceitam
morrer de tristeza como final.

Este é um chamado
a todas as crianças do campo
que cresceram sem perder a esperança.
Nossa frequência toma as ruas,
mostra a que viemos.

Hoje tomamos o mundo
e a sua rádio ouvirá as guitarras
dos porões e garagens,
das bandeiras e corações.
Hoje tomamos o mundo
e a sua rádio está expropriada
em nome das luzes que brilham
pra vencer o escuro.

Que cada um que já chorou ouvindo Smiths
saiba não estar só.
Cada um que quis
escalar carteiras escolares como
os poetas mortos.

Por décadas fizeram
calar nosso querer.
Que sua impotência lhes faça saber,
vamos fazer depravações
em seus enterros.

Hoje tomamos o mundo
e a sua rádio ouvirá as guitarras
dos porões e garagens,
das bandeiras e corações.
Hoje tomamos o mundo
e a sua rádio está expropriada
em nome das luzes que brilham
pra vencer o escuro.

Durrutis dos subúrbios, tomem as rádios,
Subcomandantes Marcos,
as poesias xerocadas
e espalhadas em preto e branco.
O pavio foi aceso, tomem as rádios,
que agora não há volta.
E que cada coração leve consigo a revolução.

Hoje tomamos o mundo
e a sua rádio ouvirá as guitarras
dos porões e garagens,
das bandeiras e corações.
Hoje tomamos o mundo
e a sua rádio é das crianças do campo.
Então dance rádio, dance,
que hoje o sol nasceu com corvos no céu.
Track Name: Clandestino
CLANDESTINO



Eu não sou daqui.

Sou imigrante em meu próprio país.

Alguém distante,

que vive feliz com pouca coisa.

Sabe, o coração sempre na boca...



Pego meu casaco e vou pras ruas.

Rosto ilegal de alma suja,

sem lugar no céu
ou no inferno.

Pronto pra lutar de peito aberto.

Que eu não sou daqui.

Eu vivo à parte.

E me sinto assim a maior parte do tempo.

Só eu contra o mundo.

Quieto, deslocado e vagabundo.



Se me falta o ar,

sinto desespero e quero andar.

Sou gota no mar,

mas sou ele inteiro

e quero mais.

Eu não sou daqui,

sou estrangeiro,

e sinto saudade o tempo inteiro

dos países e terras distantes

que só vi nos filmes de amantes.



O meu coração é expatriado

e pula como um gato selvagem.
O meu passaporte é rabiscado

de canções e versos censurados.

Que eu não sou daqui,

sou clandestino em minha vida.
Track Name: E Quando For Rimar Amor Vai Ser Pra Rádio AM
Eu era tolo demais
pra entender que explicar
tudo que eu sentia
só me complicava a vida.
Hoje até sei, mas nem ligo.
Porque sei que complicar
é meu jeito de encantar.
e que esse meu olhar perdido
te arranca o sorriso
que me encanta.

Que se for amor, não deixe escapar.
Que só por amor faz bem rimar
batom com tão bom,
mar, cantarolar e larala-lala-lara-la.

Sei que já me ouviu falar tudo isso,
mas meu ar,
eu respiro exagero
e grito em desespero:
- Sem você eu não existo!
Que sou entregue demais,
e desisti de tentar
conter esse furacão em mim,
a torcer o peito,
espremendo teu nome sem parar.

Que se for amor, não deixe escapar.
Que só por amor faz bem rimar
batom com tão bom,
mar, cantarolar e larala-lala-lara-la.

E quando for rimar amor
vou ser cafona.
E quando for rimar amor
vai ser pra rádio am,
que não tem vergonha de amar.
Track Name: Na Estrada
NA ESTRADA



Fecho a janela,

pois a vista me incomoda,

o vento é frio e faz lembrar que lá fora

tanta coisa ainda me faz mal.

Ligo o rádio e então tudo se vai,

quando é bom cantar assim,

só pra mim.



Três mil quilômetros a mais,

outro desvio, outro sinal

me dizendo pra não encostar.

Outro posto, um café pra não parar.



Às vezes, em minha cabeça,

tudo é tão difícil,

então eu tento não pensar

no que não preciso.

Tento olhar em frente
e não gritar meus erros,

e não chorar com a

chuva dançando pelo vidro.



Seis mil quilômetros a mais,

outro desvio, outra partida

me dizendo pra não retornar.

Logo a frente há uma saída.



Que quando o dia me sorri

me sinto leve e limpo.
E deixo a poeira cobrir

o que foi tão ruim pra mim.



Dez mil quilômetros a mais,

outro desvio, outra chance

que a vida me dá pra acordar.

Mas dessa vez eu não vou derrapar.

Dessa vez quem dirige sou eu.



Que quando o dia me sorri

me sinto leve e limpo.

E deixo a poeira cobrir

o que foi tão ruim pra mim.



Então a mesma encruzilhada sempre vem: 

Largar tudo ou seguir em frente?

Então eu tento achar um lugar pra descansar,

pra lavar o rosto e pensar.
E nada é tão pesado assim...